sábado, 26 de janeiro de 2008

POEMA PREFERIDO...



DESEJO
Carlos D. de Andrade

Desejo a você...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não
ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco Bolero de Ravel...
E muito carinho meu.



Carlos Drummond de Andrade
nasceu em Itabira do Mato Dentro - MG, em 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade de Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por "insubordinação mental". De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro.

Ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925. Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil.

O modernismo não chega a ser dominante nem mesmo nos primeiros livros de Drummond, Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934), em que o poema-piada e a descontração sintática pareceriam revelar o contrário. A dominante é a individualidade do autor, poeta da ordem e da consolidação, ainda que sempre, e fecundamente, contraditórias. Torturado pelo passado, assombrado com o futuro, ele se detém num presente dilacerado por este e por aquele, testemunha lúcida de si mesmo e do transcurso dos homens, de um ponto de vista melancólico e cético. Mas, enquanto ironiza os costumes e a sociedade, asperamente satírico em seu amargor e desencanto, entrega-se com empenho e requinte construtivo à comunicação estética desse modo de ser e estar.

Vem daí o rigor, que beira a obsessão. O poeta trabalha sobretudo com o tempo, em sua cintilação cotidiana e subjetiva, no que destila do corrosivo. Em Sentimento do mundo (1940), em José (1942) e sobretudo em A rosa do povo (1945), Drummond lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta a explicitação de sua mais íntima apreensão para com a vida como um todo. A surpreendente sucessão de obras-primas, nesses livros, indica a plena maturidade do poeta, mantida sempre.

Várias obras do poeta foram traduzidas para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, sueco, tcheco e outras línguas. Drummond foi seguramente, por muitas décadas, o poeta mais influente da literatura brasileira em seu tempo, tendo também publicado diversos livros em prosa.

Em mão contrária traduziu os seguintes autores estrangeiros: Balzac (Les Paysans, 1845; Os camponeses), Choderlos de Laclos (Les Liaisons dangereuses, 1782; As relações perigosas), Marcel Proust (La Fugitive, 1925; A fugitiva), García Lorca (Doña Rosita, la soltera o el lenguaje de las flores, 1935; Dona Rosita, a solteira), François Mauriac (Thérèse Desqueyroux, 1927; Uma gota de veneno) e Molière (Les Fourberies de Scapin, 1677; Artimanhas de Scapino).

Alvo de admiração irrestrita, tanto pela obra quanto pelo seu comportamento como escritor, Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro RJ, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.


Texto extraído de:

http://www.releituras.com/drummond_bio.asp


Quem se interessar mais pela vida e obra do poeta, acesse!





quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Que vibração estamos emitindo?



Considero essa pergunta essencial para gerar uma séria reflexão.

Afinal de contas, muitas vezes achamos que estamos pensando positivamente e os acontecimentos da nossa vida não confirmam isso. Ficamos sem entender. Afinal, penso positivamente e me acontecem tantos fatos negativos?

Sim! Mesmo inconscientemente, apenas pelas observações que fazemos, podemos estar alimentando sentimentos negativos, que geram pensamentos negativos e consequentemente uma realidade negativa.

O que fazer então?

Conscientizarmo-nos de que somos energia e que semelhante atrai semelhante. Daí, procurarmos criar um constante estado de positividade que atraia situações positivas e consequentemente uma realidade positiva.

Como se faz isso?

Inicialmente, nos conhecendo melhor, procurando dar mais atenção ao que somos e ao que desejamos. De posse do conhecimento de nós mesmos, devemos começar a utilizar palavras que emitam vibrações positivas.

Esse é um belo começo para uma mudança na qualidade de vida.

Utilizando palavras positivas, emitiremos vibrações positivas e conseqüentemente construiremos uma realidade positiva. É isso que todos desejamos, não é?

Quem fala positivamente, pensa positivamente!!Não tem jeito!!

Lembremo-nos sempre que nossa mente não ouve o NÃO. Então, por exemplo: ao invés de "não quero ser doente", digamos, "quero ser saudável". Entenderam?

É necessário fazer as afirmações sempre no positivo. Porque mesmo inconscientemente enviamos vibrações negativas quando sentimos algum sentimento negativo, quando utilizamos expressões no negativo.

Não basta pensar! É preciso vibrar positivamente, ter sentimentos positivos, fazer observações positivas.

Que tal começarmos a mudar gradativamente o nosso modo de falar?

Vamos falar positivamente?

Eu já iniciei o processo. Quero ser feliz.

E vocês?

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008


Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu...
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.

Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeito amor.


Mário Quintana


terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Que é FELICIDADE, pra você?


«Não será justamente a felicidade o que todos querem, sem excepção?», interrogava-se Santo Agostinho, no século V.

Pois é, gente: cada um de nós possui o enorme desejo de ser feliz e de ultrapassar qualquer sofrimento. Cada um, a seu modo tenta então, definir esse estado de espírito, que anima a vida e dá cor aos dias.

Se dedicássemos um pouquinho do nosso tempo pra o auto-conhecimento, estaríamos dando um passo enorme na melhoria da nossa qualidade de vida pois, evidentemente, poderíamos evitar muitas situações prejudiciais ao estabelecimento do estado de felicidade em nossos corações.

Selecionei algumas citações de famosos que seguem logo abaixo. Será muito interessante, como um exercício, que cada um de nós procure criar sua própria definição, porque cada um tem suas expectativas, suas experiências de vida, seus objetivos, seus valores, sua crença...etc, etc.

Leiam o que famosos escreveram. Parem! Reflitam! Depois, cada um procure responder pra si mesmo: que é FELICIDADE pra mim?


Apenas a alma que ama é feliz.
J. W. Goethe


Apenas há uma forma de se ser feliz na vida: amando e sendo amado.
George Sand


A amizade dança à volta do mundo, exortando-nos a todos para que a abracemos.
Epicuro


A fé religiosa, tal como a fé numa idéia, é uma força profunda que ajuda a suportar e a combater a crueldade do mundo.
E. Morin



DEUS FEZ O HOMEM PRA SER FELIZ! CREIA NISSO!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008


Saber Viver


Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar

Cora Coralina



Cora Coralina (Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas), 20/08/1889 — 10/04/1985, é a grande poetisa do Estado de Goiás. Em 1903 já escrevia poemas sobre seu cotidiano, tendo criado, juntamente com duas amigas, em 1908, o jornal de poemas femininos "A Rosa". Em 1910, seu primeiro conto, "Tragédia na Roça", é publicado no "Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás", já com o pseudônimo de Cora Coralina. Em 1911 conhece o advogado divorciado Cantídio Tolentino Brêtas, com quem foge. Vai para Jaboticabal (SP), onde nascem seus seis filhos: Paraguaçu, Enéias, Cantídio, Jacintha, Ísis e Vicência. Seu marido a proíbe de integrar-se à Semana de Arte Moderna, a convite de Monteiro Lobato, em 1922. Em 1928 muda-se para São Paulo (SP). Em 1934, torna-se vendedora de livros da editora José Olimpio que, em 1965, lança seu primeiro livro, "O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais". Em 1976, é lançado "Meu Livro de Cordel", pela editora Cultura Goiana. Em 1980, Carlos Drummond de Andrade, como era de seu feitio, após ler alguns escritos da autora, manda-lhe uma carta elogiando seu trabalho, a qual, ao ser divulgada, desperta o interesse do público leitor e a faz ficar conhecida em todo o Brasil.

Sintam a admiração do poeta, manifestada em carta dirigida a Cora em 1983:

"Minha querida amiga Cora Coralina: Seu "Vintém de Cobre" é, para mim, moeda de ouro, e de um ouro que não sofre as oscilações do mercado. É poesia das mais diretas e comunicativas que já tenho lido e amado. Que riqueza de experiência humana, que sensibilidade especial e que lirismo identificado com as fontes da vida! Aninha hoje não nos pertence. É patrimônio de nós todos, que nascemos no Brasil e amamos a poesia ( ...)."

Editado pela Universidade Federal de Goiás, em 1983, seu novo livro "Vintém de Cobre - Meias Confissões de Aninha", é muito bem recebido pela crítica e pelos amantes da poesia. Em 1984, torna-se a primeira mulher a receber o Prêmio Juca Pato, como intelectual do ano de 1983. Viveu 96 anos, teve seis filhos, quinze netos e 19 bisnetos, foi doceira e membro efetivo de diversas entidades culturais, tendo recebido o título de doutora "Honoris Causa" pela Universidade Federal de Goiás. No dia 10 de abril de 1985, falece em Goiânia. Seu corpo é velado na Igreja do Rosário, ao lado da Casa Velha da Ponte. "Estórias da Casa Velha da Ponte" é lançado pela Global Editora. Postumamente, foram lançados os livros infantis "Os Meninos Verdes", em 1986, e "A Moeda de Ouro que um Pato Comeu", em 1997, e "O Tesouro da Casa Velha da Ponte", em 1989.

(extraído do livro "Estórias da Casa Velha da Ponte", Global Editora)



quinta-feira, 3 de janeiro de 2008


"Olho em redor do bar em que escrevo estas linhas.
Aquele homem ali no balcão, caninha após caninha,
nem desconfia que se acha conosco desde o início
das eras. Pensa que está somente afogando problemas
dele, João Silva...Ele está é bebendo a milenar inquietação do mundo!"

Mario Quintana




Mário de Miranda Quintana foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Nasceu em Alegrete-RS na noite de 30 de julho de 1906 e faleceu em Porto Alegre, em 5 de maio de 1994.
É o poeta das coisas simples. Despreocupado em relação à crítica, faz poesia porque "sente necessidade", segundo suas próprias palavras.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Aos que visitam o Blog...

Gente, passei num concurso...estou lecionando na Escola Agrotécnica Federal de Alegre/ES. Professora substituta no Curso Técnico em Agroindústria!!
Fiquei hiper feliz e estou hiper atarefada, porque no primeiro semestre fiquei responsável por 3 disciplinas e nesse segundo...4!!! Imaginem como o tempo ficou curto, pois gasta-se mais tempo com a preparação das aulas, você sabem.
Esse o motivo pelo qual o Blog está sem postagens novas...entendem? Entretanto, me aguardem!!
Se DEUS quiser, dentro em pouco, me dedicarei mais, ok?

Aos que comentaram um agradecimento pela gentileza. Um beijooooo!!!!

sábado, 10 de fevereiro de 2007

A Arte de Ser Feliz


Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.

Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Ás vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Cecília Meireles


Sobre a autora:

Poetiza brasileira. Alta expressão da poesia feminina no país, sua obra figura entre os grandes valores da literatura de língua portuguesa do século XX.

A obra poética de Cecília Meireles ocupa lugar singular na história das letras brasileiras por não pertencer a nenhuma escola literária. Alta expressão da poesia feminina brasileira, inclui-se entre os grandes valores da literatura de língua portuguesa do século XX.
Cecília Meireles nasceu no Rio de Janeiro RJ em 7 de novembro de 1901. Órfã muito cedo, foi educada pala avó materna e diplomou-se professora pelo Instituto de Educação em 1917. Viajou pela Europa, Estados Unidos e Oriente e logo dedicou-se ao magistério. No exercício da profissão, participou ativamente do movimento de renovação do sistema educacional brasileiro. Fundou, em 1934, a primeira biblioteca infantil do país e, de 1936 a 1938, lecionou literatura luso-brasileira, técnica e crítica literária na universidade do então Distrito Federal. Ensinou na Universidade do Texas (1940) e colaborou na imprensa carioca, escrevendo sobre folclore, tema de sua especialidade.
Depois de um começo neoparnasiano, com o volume Espectros, 17 sonetos de tema histórico, lançado em 1919, publicou dois livros de poemas de inspiração nitidamente simbolista: Nunca mais... o poema dos poemas (1923) e Baladas para el-rei (1925). De 1922 em diante foi atraída pela recentemente deflagrada revolução modernista. Aproximou-se do grupo literário Festa, ao qual não chegou porém a pertencer, mantendo a independência que sempre a caracterizou.
Foi com Viagem (1938), premiado pela Academia Brasileira de Letras depois de um acalorado debate suscitado pelo modernismo, que se deu a afirmação plena das qualidades que caracterizam a obra de Cecília Meireles: intimismo, lirismo, tendência ao misticismo e ao universal, e retorno à fonte popular, em versos de grande beleza e perfeição formal. A partir desse livro, firmou-se sua integração ao modernismo, como resultado de uma evolução estética e pessoal que iniciou-se no parnasianismo, passou pelo sombolismo e assimilou técnicas herdadas dos clássicos, dos gongóricos, dos românticos e dos surrealistas.
Cecília Meireles reafirmou a importância de sua contribuição à poesia da língua portuguesa em vários outros livros, entre eles Vaga música (1942); Mar absoluto (1945); Retrato natural (1949); Doze noturnos da Holanda (1952); Romanceiro da Inconfidência (1953); Metal rosicler (1960); Poemas escritos na Índia (1962); Solombra (1964) e Ou isto ou aquilo (1964). Em português clássico, a autora serviu-se de todos os metros e ritmos com a mesma flexibilidade, a fim de construir uma obra ao mesmo tempo pessoal e universal. Morreu em 9 de novembro de 1964, no Rio de Janeiro.

Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

O ÓPIO DO POVO



por Paulo da Vida Athos

A sociedade não finge não ver. Na verdade, parte dela, e muito pequena, sabe sobre os grandes traficantes. A maioria esmagadora é tangida a olhar para o outro lado, o lado que a mídia expõe que é o tráfico praticado pelos fernandinhos, dos zezinhos e outros inhos mais.

A grande massa é isso mesmo: massa. Gado. Olha para o caminho que lhes é mostrado. Nada mais. A mídia coloca o assassino, o seqüestrador, o estrupador, o latrocida, os tiroteios e as balas perdidas, coisas que vendem muito jornal de papel e televisivo, nessa enganação histórica que provoca o sujeito alvo a aceitar que a culpa da miséria e da fome, da falta de habitação e do sistema de saúde, do abandono de nossas crianças que breve se tornarão bandidos e venderão mais jornais, é deles mesmos, desses bandidos cretinos que infestam nossas esquinas, guetos e favelas. Bom que morram na cadeia em alguma rebelião.

E a mídia acena com o canto da sereia da banalização da pena contra a banalização da vida e o povo morde a isca, e nossos legisladores de má fé ou por estupidez crônica aumentam as penas como se fosse possível ou razoável crer que se vá combater a criminalidade que nasce da miséria e do abandono com mais prisões.

Enquanto isso continua a pousar na pátria amada aviões carregados de cocaína, containeres passam por nossos portos-corredores portando toneladas do pó-do-diabo em direção à Europa, Japão e Estados Unidos, para destruir milhões e enriquecer alguns poucos: os verdadeiros barões do pó.

Historicamente as ditaduras sul-americanas sempre se valeram do tráfico. As décadas de ditadura deram know-how aos civis e reconheçamos que é muita grana para se largar assim de mão.

Hoje as poderosas associações criminosas do narcotráfico se expandiram, se sofisticaram, se globalizaram. Não estão mais engalanadas, estão dolarizadas. Não à toa vemos exércitos se digladiando na América do Sul, exércitos de um mesmo país, todos mercenários pagos pela cocaína, lutando em solo colombiano e na região amazônica.

No Brasil, para não fugir à regra, empresários bem sucedidos estão envolvidos. Sempre estiveram. Sempre estarão.

Durante décadas o Tio Sam sempre fechou os olhos para isso, e se é de seu interesse, ainda hoje fecha. Aliás, até investe no tráfico, e, quando não mais lhe interessa, derruba seu sócio, como ocorreu com Noriega. Quando decidiu invadir o Panamá, Bush pai despachou 20 mil soldados para enxotar Noriega do poder. Bush pai foi diretor da CIA, a quem Noriega serviu muitos anos como delator. Quando deixou de interessar aos americanos, tomou um bico - como tantos outros.

Logo, não é isso que chamo de Justiça Social. Isso é corrupção. Então, para combater a corrupção se deve atentar para os poderes que o dinheiro dá ao poder. A mídia faz parte do poder. Não estou dizendo que jornalistas são traficantes. Mas sim afirmando que os grandes empresários manipulam a mídia para que a população continue nessa viagem ofertada pela droga oferecida pela imprensa.

Tudo isso sem falar nos danos provocados pela corrupção de nossos políticos e os saques contra o erário. Mais danoso que um milhão de assaltantes...

Não é a religião nem o futebol o ópio do povo.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

SOSSEGA CORAÇÃO



Sossega, coração! Não desesperes!

Talvez um dia, para além dos dias,

Encontres o que queres porque o queres.

Então, livre de falsas nostalgias,

Atingirás a perfeição de seres.

Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!

Pobre esperança a de existir somente!

Como quem passa a mão pelo cabelo

E em si mesmo se sente diferente,

Como faz mal ao sonho o concebê-lo!

Sossega, coração, contudo! Dorme!

O sossego não quer razão nem causa.

Quer só a noite plácida e enorme.

A grande, universal, solene pausa

Antes que tudo em tudo se transforme.


Fernando Pessoa


Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta e escritor português.

É considerado um dos maiores poetas de língua portuguesa tendo seu valor comparado ao de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou-o, ao lado de Pablo Neruda, o mais representativo poeta do século XX. Por ter vivido a maior parte de sua juventude na África do Sul, a língua inglesa também possui destaque em sua vida, com Pessoa traduzindo, escrevendo, trabalhando, estudando e até pensando no idioma. Teve uma vida discreta, em que atuou no jornalismo, na publicidade, no comércio e, principalmente, na literatura, onde desdobrou-se em várias outras personalidades conhecidas como heterônimos . A figura enigmática em que se tornou movimenta grande parte dos estudos sobre sua vida e obra, além de ser o maior autor da heteronímia.

Morre de problemas hepáticos aos 47 anos na mesma cidade onde nascera, tendo sua última frase sido escrita na língua inglesa: "I know not what tomorrow will bring... ".

Wikipédia, a enciclopédia livre.




quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

SÚPLICA



Olha pra mim, amor, olha pra mim;
Meus olhos andam doidos por te olhar!
Cega-me com o brilho de teus olhos
Que cega ando eu há muito por te amar.

O meu colo é arrninho imaculado
Duma brancura casta que entontece;
Tua linda cabeça loira e bela
Deita em meu colo, deita e adormece!

Tenho um manto real de negras trevas
Feito de fios brilhantes d'astros belos
Pisa o manto real de negras trevas
Faz alcatifa, oh faz, de meus cabelos!

Os meus braços são brancos como o linho
Quando os cerro de leve, docemente...
Oh! Deixa-me prender-te e enlear-te
Nessa cadeia assim etermamente! ...

Vem para mim,amor...Ai não desprezes
A minha adoração de escrava louca!
Só te peço que deixes exalar
Meu último suspiro na tua boca!...

Florbela Espanca


Poetisa portuguesa, natural de Vila Viçosa (Alentejo). Nasceu filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, criada de servir (como se dizia na época), que morreu com apenas 36 anos, «de uma doença que ninguém entendeu», mas que veio designada na certidão de óbito como nevrose.

....

Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina (em que alguns críticos encontram dom-joanismo no feminino). A sua poesia, mesmo pecando por vezes por algum convencionalismo, tem suscitado interesse contínuo de leitores e investigadores. É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.

Fonte: Astormentas

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

DEUS NÃO TEM CARA, ELE É O CARA!


Por Paulo da Vida Athos.


Judeus, católicos, muçulmanos, hindus, evangélicos, budistas, candomblecistas, umbandistas, espiritualistas, nada mais são que modos ou maneiras de se olhar e tentar decifrar o Indecifrável, a face de Deus.

Nessa quadra do tempo, muitos se deixaram iludir por promessas e outros tantos misturaram o que é do homem com o que é de Deus, perdendo o sentido da infinitude metafísica de Deus.

Homens e religiões pretendem o monopólio da verdade, mas a Verdade de Deus é intangível.

A existência de Deus é para mim uma certeza plena, na medida em que Ele se revela no olho de cada aurora e se estende na linha que divide o horizonte onde os oceanos se encontram com o céu, naqueles instantes finais de um pôr-do-sol.

E Amor não é ter, é ser, é sentir.

A cara de Deus, é o Amor.

O Homem é divino, quando ama.

Então, é a cara de Deus sorrindo.

TRISTEZA PASSA


Minha alma sou eu em meu corpo passageiro, como um passageiro de trem.

Vejo paisagens, nem sempre belas. Mas me comovo com todas e com todas aprendo.

Vez ou outra se senta ao meu lado, um companheiro ou companheira qualquer; as vezes a Tristeza, em outras a Alegria e a Esperança, não raro a Revolta e a Indignação.

Claro. A porta desse trem que ando já se abriu para desembarcar a Saúde, mas ela, que é amiga da Vida que tanto me ama, mais por ela que por mim...logo toma outra vez o trem para continuarmos a caminhada.

Certamente o Entusiasmo também divide comigo o olhar curioso para a paisagem, e senta-se ao meu lado por tempos longos.

E nunca me deixam só: a Poesia, o Amor, a Vida e a Liberdade!

Sou imensamente rico e bem acompanhado.

Claro, volta e meia a paisagem fica embaçada pelas gotas que se chocam com o vidro da janela.

Mas pego um pedaço de Esperança e limpo o vidro de novo...

Isso passa...


por Paulo da Vida Athos


quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Ralph Waldo Emerson...quem foi?

Alguns amigos me perguntaram sobre Ralph Waldo Emerson. Quem foi esse cara?

Daí resolvi trazer uma pesquisa básica sobre o autor da citação que mais aprecio sobre Amizade:

Ralph Waldo Emerson (25 de maio de 1803, Boston - 27 de abril de 1882, Concord, Nova Hampshire) foi um famoso escritor, filósofo e poeta estado-unidense.

Emerson fez seus estudos em Harvard para se tornar, como seu pai, ministro religioso. Foi pastor em Boston mas interrompeu essa atividade por divergências doutrinais sobre a eucaristia.

Em 1833 viaja pela Europa e encontra Mill, Coleridge, Wordsworth e Carlyle. Com este último, aliás, criou uma profunda amizade.

De volta aos Estados Unidos, começou a desenvolver sua filosofia "transcendentalista", exposta em obras como Natureza, Ensaios e Sociedade e solidão.

O transcendentalismo é, para Emerson, um esforço de introspecção metódica para se chegar além do "eu" superficial ao "eu" profundo, o espírito universal comum a toda espécie humana.

O clube transcendentalista de Concord, ao qual pertenciam entre outros Thoreau e Margareth Füller, e cujo órgão oficial era a revista The Dial, exercia grande influência sobre a vida intelectual americana do século XIX.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Pra gente pensar!!!

Como não vou escrever sobre assunto definido e considerando ainda uma fase de teste, resolvi postar essa citação sobre Amizade, que considero uma das mais perfeitas.


"A glória da amizade não é a mão estendida, nem o sorriso carinhoso, nem mesmo a delícia da companhia. É a inspiração espiritual que vem quando você descobre que alguém acredita e confia em você”.


Ralph Waldo Emerson

Iniciando uma nova fase!!

Hoje estou iniciando essa nova experiência. Blog!!
Achei o "must"!!!!

Resolvi me atirar nessa nova aventura, porque como geralmente sou muito faladeira, esse espaço poderá se tornar uma válvula de escape para minhas reflexões, críticas, exposições de idéias..
acho que vou gostar muito de tudo isso.
Hoje, não falarei sobre nada em especial. É um teste!
Meu filho Mario Neto, está me ensinando as marretas dessa nova ferramenta. Eu, extremamente interessada, estou atenta aos detalhes.

Aguardem então.